2 443373 45911186 Vin%C3%ADcius Sgarbe1 300x199 Ansiedade está ligada ao nível socioeconômicoEm um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Princeton, nos EUA, a pobreza foi apontada como possível principal causa para o desenvolvimento de transtorno de ansiedade generalizada (TAG), e não alguma outra condição psicológica.

A pesquisa, divulgada no periódico Child and Adolescent Social Work, foi feita com base em entrevistas realizadas com mais de 4,8 mil mulheres que tinham pelo menos um filho de três anos de idade. O transtorno generalizado de ansiedade é caracterizado como uma preocupação excessiva e incontrolável à questões do cotidiano e que é geralmente desproporcional ao motivo que leva à preocupação. Os resultados confirmaram que mães em situação de pobreza estavam em maior risco para o TAG.

De acordo com Judith C. Baer, ​​principal autora do estudo, embora o estresse ao longo de um período de tempo possa levar à ansiedade, como acontece no TAG, não houve ligações concretas de transtorno psicológicos entre estas mães. Na realidade, mesmo nestas condições, o estudo indentificou que elas forneciam uma criação positiva para seus filhos, por exemplo.

Baer diz que, atualmente, o diagnóstico de transtorno psicológicos é estabelecido com base no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), que, por sua vez, se baseia em sintomas. E que a versão mais atual não considera o contexto social, como condições de pobreza, para determinar estes diagnósticos.

A pesquisadora acredita que com a ampliação das definições de TAG será possível realizar um diagnóstico mais correto. “Nossas descobertas sugerem que a ansiedade em mães em situação de pobreza não se refere exclusivamente a um transtorno psicológico, mas uma reação a severas condições ambientais”, diz. “Assim, a avaliação deve incluir atenção a estes fatores contextuais porque eles também desempenham um papel na aparição de sintomas. Diagnosticar uma pessoa, principalmente de forma errada, traz consequência sociais graves”, conclui.

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por Marina Teles


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