2 1123441 98665034 Zsuzsanna Kilian 300x225 Aprender a identificar os próprios erros ajuda no processo de aprendizadoPara a grande maioria das pessoas, aprender ou processar informações complexas é sinônimo de um processo organizado. Mas, de acordo com um novo estudo recente, um certo caos e confusão pode ser benéfico para quem precisa resolver um processo como este.

Esta é a afirmação feita por um grupo de pesquisadores da Universidade de Notre Dame e da Universidade de Memphis, ambas nos EUA, e chefiados por Sidney D’Mello. De acordo com os autores, que publicaram seus resultados no periódico Learning and Instruction, induzir a confusão em pessoas em processos de aprendizado de tópicos conceituais e difíceis pode ajudar a desenvolver um raciocínio de solução de problemas mais rapidamente.

Os resultados vieram de uma série de experimentos utilizando estudos de caso hipotéticos e complexos e a interação, através de computador, com outros indivíduos que discutiam esses novos aprendizados, muitas vezes contradizendo a informação aprendida ou deixando lapsos em suas afirmações sobre o que havia sido ensinado.

A confusão induzida pelas contradições durante o processo de consolidação das informações fez com que os indivíduos que haviam aprendido algo recentemente se dessem melhor em um teste posterior, pois aprendiam a indentificar as falhas em seu aprendizado.

“A confusão pode ser benéfica, pois faz com que as pessoa que aprenderam algo processem as informações aprendidas de forma mais intensa para resolver as contradições induzidas por outras pessoas”, diz D’Mello.

Aqueles que passavam por essa “intervenção” – pessoas tentando confundí-las – foram mais eficientes quando os indivíduos que estavam aprendendo se propunham a repensar suas respostas. O processo os ajudava a recorrer mais à memória, diminuía o medo do risco de falhar em um teste posterior e os ajudava a gerenciar melhor as emoções mesmo quando achavam que estavam cometendo um erro.

“Mas estamos falando de uma confusão produtiva. É necessário, por exemplo, que as contradições estejam ligadas ao conteúdo aprendido e que haja tempo e maneiras dos estudantes pensarem sobre o que estão sendo induzidos a pensar. Aprender a identificar o erro é que é o segredo nesse processo. E caso o aprendizado seja comprometido, possivelmente esse processo está errado. A ideia é fazê-los pensar e não realmente fazê-los errar. Caso eles sejam induzidos ao erro de forma muito efetiva, tudo o que foi aprendido, por exemplo, pode ser perdido. Então a confusão induzida que estamos falando é um fio de navalha que precisa ser muito bem observado por quem está ensinando algo”, finaliza o pesquisador.

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por Enio Rodrigo

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