522560 87323596 valerie robinson 300x240 Crianças acima do peso sofrem mais com bullying na escolaUm estudo realizado com crianças norte-americanas em idade pré-escolar mostra que aquelas com sobrepeso ou obesos são mais propensas a serem hostilizadas – sofrer com o bullying – na escola, independentemente do gênero, raça, capacidade de fazer amigos ou se são ou não bons alunos.

O estudo, divulgado no periódico Pediatrics, envolveu 821 crianças, entre oito e 11 anos. Do total de voluntários, 17% eram obesos e 15% estavam acima do peso.

De acordo com os resultados, a chance de uma criança obesa ser intimidada pelos seus colegas de classe é 63% maior quando comparada a um aluno de peso considerado saudável.

As conclusões do pesquisa são perturbadoras, explica Julie C. Lumeng, principal autora do estudo. “Muitas crianças são obesas nos Estados Unidos. Em muitas escolas, mais da metade das salas são de crianças acima do peso.”

Lumeng mostra preocupação com a opinião de senso comum de que a obesidade sempre está relacionada ao excesso de comida e à falta de exercícios físicos. Ela ressalta que o problema é muito mais complexo do que isso e alerta para a necessidade de mudar essa visão generalizada. “As crianças com problemas de peso estão enfrentando um ambiente social negativo muito cedo na sua experiência educacional. Isto é importante porque outras pesquisas mostram que as crianças que são rejeitadas ou infelizes na escola têm problemas de aprendizagem”, destaca.

“Gordinhos” acabam brincando menos e comendo mais

Segundo a autora, este resultado sugere uma razão porque uma criança com sobrepeso, por exemplo, tende a engordar cada vez mais conforme cresce: se as crianças com sobrepeso sofrem bullying, eles podem ser menos propensos a brincar no parquinho, a participar das aulas de educação física. Eles também podem ser mais propensos comer emocionalmente, como uma maneira de lidar com o sentimento de dor na escola. “Estes achados sugerem que programas de prevenção da obesidade deve começar muito cedo e deve envolver os colegas, não apenas as crianças com excesso de peso em si. Neste caso, até mesmo a classe toda”, finaliza.

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por Marina Teles

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