Ser feliz, quem não quer? Mas em um artigo, pesquisadora aponta que a busca pela felicidade tem o seu lado negativo também. Na realidade, diz, nem todos os níveis de felicidade são igualmente bons e se esforçar para atingir a felicidade pode fazer com que as pessoas se sintam mal.

O artigo – publicado no periódico Perspectives on Psychological Science – foi feito com base na revisão de diversos estudos sobre o tema. Nele, a autora June Gruber, da Universidade de Yale, nos EUA, diz que as “ferramentas” sugeridas para nos tornarmos mais felizes não são necessariamente ruins – como dedicar um tempo todos os dias para pensar sobre coisas que lhe deixam feliz ou grato, ou a criação de situações que possam fazer você feliz. “Mas quando você faz estas coisas com a motivação ou a expectativa de que estas coisas deveriam fazê-lo feliz, isto pode levar à decepção e à diminuição da felicidade.”

Por exemplo, em um outro estudo, pesquisadores mostraram que pessoas que leram um artigo de jornal enaltecendo o valor da felicidade sentiram-se pior depois de assistir um filme feliz do que as pessoas que leram um artigo de jornal que não mencionou a felicidade – provavelmente porque elas ficaram desapontadas por não se sentirem mais felizes depois do filme.

“Quando as pessoas não acabam tão felizes como esperavam, seu sentimento de fracasso pode fazê-las sentir-se ainda piores.”

E, respondendo a primeira pergunta, muita felicidade pode ser sim um problema. Em um outro estudo, que acompanhou crianças dos anos 1920 até a fase adulta, pesquisadores descobriram que aquelas classificados como “altamente alegres” por seus professores morreram mais jovens.

A conclusão neste caso é a de que as pessoas que se sentem extremamente felizes pensam de forma menos criativa e tendem a assumir mais riscos. “O medo pode evitar correr riscos desnecessários, a culpa pode ajudar a lembrar de se comportar bem em relação aos outros, e assim por diante.”

E o que traz felicidade? “O mais forte preditor da felicidade não é o dinheiro e nem o reconhecimento externo, através do sucesso ou da fama”, diz Gruber. “É ter relações sociais significativas.” A melhor dica, talvez, seja parar de se preocupar em ser feliz e passar a dar mais atenção às pessoas próximas. “Se há uma coisa para se concentrar, é nisso. Deixe todo o resto acontecer”, finaliza.

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por Marina Teles

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