Ter amigos por perto é uma das melhores maneiras de manter o nível de bem estar na infância, confirma uma pesquisa feita com meninos e meninas de idade média entre 10 e 11 anos.

A presença “bons amigos” – como afirmaram os participantes – influenciou diretamente o modo como essas crianças enfretavam experiências negativas. Sentimentos de baixa autoestima e os níveis de estresse, como já se sabia anteriormente, dependem muito do ambiente social onde se está inserido.

“Fazer uma grande amizade têm um impacto imediato na mente e na saúde física dessas crianças”, diz Willian Bukowski, pesquisador da Universidade de Concórdia, nos EUA, e cujo estudo foi publicado no periódico Developmental Psychology.

De acordo com os pesquisadores, as crianças mais isoladas e que se viam em alguma situação, como problemas com um professor ou uma briga verbal com um colega de classe, tinham maiores níveis de cortisol – o hormônio do estresse – no sangue e piores níveis de autoestima.

Estes níveis elevados de estresse em crianças podem levar a diminuição da eficácia do sistema imunológico, problemas de formação óssea e influenciar outras questões relativas ao crescimento. Estudos anteriores também apontam que crianças em círculos de amizades de qualidade estão mais protegidas contra transtornos mentais e comportamento social no futuro.

“Esses estudos nos levam a enxergar a forma como a identidade dos adultos é formada. Se sentimentos negativos fazem parte da infância com muita frequência, é possível que isso nos acompanhe na vida adulta”, indicam os autores, apontando para a importância das boas amizades quando se é criança.

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por Enio Rodrigo

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